Você já ouviu falar em disfunção no ambiente organizacional? No dia-a-dia dentro da empresa é comum que alguns desses aspectos passem despercebidos, mas é muito importante atentar-se a eles e perceber como estão impactando negativamente na produtividade e qualidade de vida dos seus colaboradores.
“Disfunção” é uma alteração ou um problema que compromete o funcionamento normal de algo. É aquilo que impede o cumprimento de propósitos de forma eficaz.
No ambiente organizacional, existem diversas disfunções que podem causar um grande número de riscos tanto para a produtividade e motivação, quanto para a saúde e qualidade de vida dos funcionários.
Conheça 11 disfunções do ambiente organizacional
- Absenteísmo
O absenteísmo diz respeito a ausência inesperada e frequente de um trabalhador do seu posto de trabalho. Muitas das vezes está relacionado a atrasos, saídas antecipadas e faltas por vários motivos.
Isso impacta diretamente na produtividade e no bom funcionamento dos processos organizacionais, já que o colaborador passa a não executar suas tarefas como deveria, prejudicando também o serviço de outras pessoas que muita das vezes dependem dessa tarefa.
- Presenteísmo
Embora pareça similar ao “absenteísmo”, o “presenteísmo” possui características diferentes. O termo refere-se ao comportamento de estar fisicamente presente no local de trabalho, mantendo sua frequência em dia, mas ao mesmo tempo estar “com a mente longe”, apresentando assim baixa produtividade.
Esse “desligamento” do colaborador do mundo real pode ocorrer por diversos fatores, entre eles cansaço, estresse e excesso de trabalho. Essa falta de ligação emocional com os afazeres profissionais implica em uma incapacidade de dedicar-se completamente ao cumprimento de suas tarefas.
- Rotatividade
É a taxa de desligamentos e admissões de uma empresa. Quando o índice de desligamentos é alto, se torna algo negativo.
Podem ocorrer de forma voluntária (quando o próprio funcionário deixa explícito seu desejo de se desligar da empresa), seja por por falta de valorização profissional, insatisfação com salários ausência de planos de carreira, remuneração abaixo do valor de mercado, benefícios empresariais etc.; ou involuntária (quando parte da organização a decisão de desligamento do funcionário), por motivos também diversos: falta de comprometimento do colaborador no trabalho, ou até mesmo comportamento não compatível com a cultura e política da empresa, crise financeira (corte de custos) etc.
- Workaholism
Diz respeito a dependência do trabalho. É uma necessidade (quase incontrolável) que o funcionário tenha de trabalhar de forma incessante. Esse fenômeno pode ocorrer devido a alta competitividade dentro do ambiente organizacional, ou ainda por alguma necessidade pessoal que ele mesmo tem de provar algo a alguém ou a si mesmo.
Esse comportamento pode causar uma série de problemas relacionados à saúde mental e bem-estar do funcionário, que terá sua qualidade de vida prejudicada.
- Falta de Pontualidade
Manter a pontualidade no trabalho é uma das maiores dificuldades enfrentadas nas empresas. A falta de pontualidade prejudica não só a imagem profissional do colaborador, mas também compromete a sua produtividade, já que para manter o bom funcionamento dos processos, é preciso comprometimento com as tarefas.
- Estresse
O estresse surge, na maioria das vezes, do excesso de trabalho, da grande quantidade de metas competitivas e/ou exageradas, do contato e convívio com lideranças despreparadas, ou até com dificuldades de comunicação com as demais pessoas no ambiente de trabalho etc.
Esse malefício atrapalha não só a vida profissional do indivíduo, mas também a pessoal, impactando diretamente na saúde mental e integridade física.
O estresse pode se manifestar de duas formas:
Física: dores musculares, dores de cabeça, imunidade baixa, baixa concentração etc.
Psicológicos: ansiedade, depressão, irritabilidade, procrastinação etc.
- Acidentes de Trabalho
Em diversas funções no mundo corporativo, os profissionais estão sujeitos a sofrerem uma série de riscos que podem prejudicar a sua permanência na função. São lesões por esforço repetitivo ou até mesmo por fatores psicossomáticos, que podem ocorrer devido ao estresse, sobrecarga de tarefas ou pelo próprio ambiente de trabalho.
As consequências para o colaborador são diversas, já que além de não poder continuar desempenhando suas funções diárias, ele pode também sofrer com implicações na sua integridade física e mental.
- Alcoolismo
É uma doença crônica caracterizada por uma tendência que o indivíduo tem de beber mais do que o devido. No ambiente de trabalho, pode gerar diversas consequências para a segurança e bem-estar do colaborador, tais como baixa produtividade, acidentes de trabalho, além de problemas com disciplina e relacionamentos interpessoais.
- Fadiga
É um conjunto de alterações no organismo que conduzem a uma sensação generalizada de cansaço. É um estado de esgotamento mental/físico que reduz ou exclui a capacidade do indivíduo para realizar atividades de forma segura.
Muitas vezes, os sintomas da fadiga são dificilmente percebidos, mas se o funcionário já não desempenha suas funções com o mesmo entusiasmo e a mesma dedicação, é preciso estar alerta.
- Assédio no Trabalho
O assédio no ambiente de trabalho inclui todos os comportamentos, palavras, atos e gestos que podem acarretar em danos para a personalidade e integridade da pessoa.
Pode causar diversos prejuízos psicológicos à vítima, como por exemplo: desinteresse, pânico, ansiedade, depressão etc.
- Burnout:
Conhecido também como “síndrome do esgotamento profissional”. É um distúrbio psíquico que pode ser causado pela exaustão extrema, relacionado ao trabalho de um indivíduo.
É bastante comum em profissões com níveis de estresse bastante altos, por exemplo: médicos, bombeiros, policiais, atendentes etc. Embora seja uma condição psicológica, a longo prazo, o ambiente organizacional pode vir a manifestar sintomas físicos.





