86% Das Empresas Não Agem Para Impedir A Síndrome De Burnout. Sua Empresa Faz Parte Dessa Porcentagem?

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Uma pesquisa realizada pela Mindsight (empresa de tecnologia especializada em gestão de pessoas) apontou que 87% dos entrevistados relataram que já  sofreram/sofrem com sobrecarga de tarefas repassadas por líderes de equipe. Além disso, 86% disseram que suas empresas nunca realizaram ação voltada a cuidados e à conscientização sobre a Síndrome de Burnout. 

Dados de uma outra pesquisa realizada por uma empresa suíça de RH que atua em 60 países, a LHH, relatou que 38% das pessoas ouvidas tiveram a Síndrome de Burnout em 2021. O Brasil é o segundo colocado entre os países do mundo onde os profissionais mais sofrem com o estresse crônico. 

Se você quer saber mais sobre esse mal que tem prejudicado a saúde mental dos profissionais nos últimos anos, continue lendo o artigo. 

 

O que é a Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Esgotamento Profissional, ou como é mais conhecida, Síndrome de Burnout, é um problema que acomete cerca de 39,6% dos trabalhadores no Brasil. Trata-se de uma questão ocupacional, caracterizada por  fortes sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico. De acordo com o Classificação Internacional de Doenças (CID-11), é o resultado do “estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso”. 

É um distúrbio emocional que pode afetar qualquer tipo de profissional, mas principalmente aqueles que lidam com muita pressão, altas cargas de responsabilidade ou cenários competitivos no dia-a-dia.

Em decorrência do crescente aumento nos casos de Burnout nas empresas, a OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou a Síndrome de Burnout como uma doença ocupacional (ou seja, uma doença que surge por causa do trabalho) no dia 1º de janeiro de 2022.

 

Causas de burnout e sinais de um colaborador doente

As causas para o adoecimento do colaborador pelo Burnout são diversas, e  estão todas ligadas estritamente ao dia-a-dia do profissional no trabalho. Algumas delas são: 

 

* Baixo nível de inclusão e pertencimento;

* Poucas possibilidades de desenvolvimento e crescimento na carreira;

* Insegurança na manutenção do emprego;

* Alto nível de estigmatização;

* Tratamento injusto no trabalho;

* Ambiente organizacional tóxico;

* Carga rígida e excessiva de trabalho;

* Falta de clareza nas funções exercidas;

* Deficiência na comunicação e no suporte por parte das lideranças;

* Pressão por cumprimento de prazos agressivos.

Para o bem-estar do colaborador, das equipes e da organização em si, é extremamente importante atentar-se aos sintomas do Burnout dentro da empresa. Abaixo alguns dos sintomas mais comuns da síndrome: 

 

* Crescente distanciamento mental;

* Sentimentos negativos em relação ao trabalho ou colegas de trabalho;

* Mau humor e irritabilidade;

* Isolamento do restante da equipe;

* Eficiência ou produtividade reduzida;

* Sentimentos de esgotamento ou exaustão de energia;

* Ausência do trabalho;

* Perda de concentração;

* Lapsos de memória;

* Incapacidade de se desligar do trabalho;

* Negatividade constante;

 

Qualquer um dos sinais manifestos no comportamento de um dos funcionários requer atenção e intervenção com ajuda profissional.

 

Como o RH pode evitar o Burnout dos colaboradores

 

Conscientize os colaboradores sobre o problema

Por não conhecerem o problema, muitos profissionais não entendem ou não sabem o que estão passando, quais as motivações e os fatores de risco. Dessa forma, é importante que a empresa esteja disposta a promover palestras diversas com profissionais da área sobre temas relacionados à saúde mental no trabalho.

 

Proporcione tempo de descontração e relaxamento 

É importante proporcionar aos colaboradores momentos de descontração em meio às jornadas de trabalho. Atividades como exercícios físicos, meditação, ginástica laboral, massagens, mesas e salas de jogos são importantes para manter o profissional relaxado. 

 

Incentive o lazer e a descompressão 

A organização deve também respeitar os momentos de pausa e descanso dos colaboradores. Isso pode ser feito dosando bem a frequência de acionamento dos profissionais fora do horário de trabalho, por exemplo. Além disso, oferecer vouchers para jantares, cinema, teatro e outras atividades descontraídas.

 

Otimize o tempo de trabalho

Longas jornadas de trabalho podem levar o colaborador a uma exaustão mental, e assim, dar início a processos de doenças mentais. Com o uso constante da internet e do celular, muitos profissionais acabam extrapolando o número de horas semanais e vivendo reféns do trabalho. Incentive-os a deixar o posto de trabalho nos horários certos, atendendo somente ligações de emergência e/ou urgência. 

 

Comunique de forma transparente

Grande parte da ansiedade é causada por alterações ou surpresas que não são  comunicadas dentro da empresa. Quando os colaboradores estão sempre atualizados dos acontecimentos, os níveis de ansiedade e estresse diminuem, fazendo com que aceitem-as e se adaptem facilmente. 

 

Saúde mental como pauta da empresa

A saúde mental dos colaboradores deve ser vista como uma das principais prioridades da empresa e um dos pilares da cultura organizacional. Isso porque funcionário doente não trabalha! Os gestores devem ficar atentos aos comportamentos que sinalizam o adoecimento de seus funcionários. Além disso, a empresa deve investir em bate-papos com especialistas sobre o tema, palestras e outras atividades de conscientização. 

 

Você já sabia desses dados? 

E a sua empresa, como ela tem feito para evitar o adoecimento por Burnout dos seus colaboradores? 

 

Fique atento para não ficar dentro dessa porcentagem!